sábado, 12 de abril de 2008


A minha solidão é nada
Comparada à solidão
Dos que habitam
A Mansão Calçada
São meninos e meninas de rua
São crianças de ninguém
Crianças sem infância
Sem estudo
Sem alimentação
Crianças sem teto
Sem carinho
Sem família
Mas... A solidão deles é nada
Comparada a solidão
Dos corações que passam
...Por eles
...Pela rua
...Pelos governos
Que...
São solitários em seu egoísmo
Em sua insensibilidade

A solidão de um coração não solidário
Talvez seja
A maior das solidões.

4 comentários:

Paulo Barral disse...

São solitários em seu egoísmo
Em sua insensibilidade

Certa vez um mendigo passou por mim e falou comigo, eu o ignorei!!! Virou-se e falou para olhar em seus olhos e não ignorá-lo nunca mais pois não se faz isto nem com um cachorro !!! Mudei muito depois disto... Parabéns pelo BLOG...

1A e bom começo de semana !!!

Cris Lautert disse...

Primeiro: Fiquei feliz em ver que o Paulo Barral visitou o teu blog. Ele tem fotos lindas, lindas!
E em segundo, meu caro... Tu é um gênio.

Bem como tu diz: O Véio não mente!
Parabéns querido! Se me permitires, quero fazer uma menção dessa "obra" em meu blog.

Abraço, paz e muito amor.
Fica com Deus.

Cris Lautert disse...

Por onde andas Márioooooooo? Saudades!

Abraço.

Cris Lautert disse...

Meu querido "véio". Deu saudades de ti e vim para cá, reler teus poemas. Deu saudades de ti e tu não estás mais aqui para termos aquelas boas e velhas conversas sobre tudo, sobre planos, sobre livros.
Tem dias que me lembro de ti sem que a tristeza - essa intrometida - venha junto. Mas tem dias, como hoje, que sinto que perdi muito por não ter te conhecido pessoalmente. Tem dias que sinto uma tristeza doída por saber que não estás "ali em Porto Alegre", com tua família linda. Há pessoas tão especiais que marcam nossas vidas sem que precisemos conhecê-las pessoalmente. São + próximas do que aqueles que nos rodeiam. Tu eras uma delas. Tu és. Porque sempre terá um cantinho especial no coração dessa guria aqui. Saudades, amigo.